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O primeiro dia de Tormenta

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Hanzo
Calouro
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MensagemAssunto: Re: O primeiro dia de Tormenta   Dom 01 Fev 2009, 18:06

Essa é a história de um personagem q fiz para jogar uma aventura de rpg ambientada no mundo de Arton, onde uma tempestade rubra chamada de "Tormenta" chegou para trazer o temor aos artonianos, junto a tempestade acida muitos monstros "incetoides" surgiram. Esse mundo foi criado por escritores brasileiros, a história por tanto possui elementos q não foram criados por mim. Aventura.

A luz de Azgher brilhava forte nos céus do extremo Leste de Arton, não havia nuvens, e o tudo era azul. A claridade ofuscava os olhos puxados dos tamurianos, enquanto suas peles sentiam aquele formigamento característico sentido por aqueles que ficam expostos ao Vigilante. O grande Capitão Jor estava calmo naquela manhã, e por isso suas águas não apresentavam nenhuma agitação. Para os marinheiros tudo conspirava para um ótimo dia de pesca.
Foi quando o primeiro vento da destruição soprou sobre Arton. Para as pessoas mais sensíveis um terrível calafrio lhes percorreu a espinha. Aquele-Que-Tudo-Vê foi o primeiro de todos a perceber a aproximação da tempestade rubra, mas nada pode fazer para evitá-la, teve apenas de assistir sua luz ser tomada aos poucos pelas nuvens negras que começavam a cobrir os céus de Tamu-ra.
Yoshimitsu era um garoto, tinha seus treze anos, mas já estava quase pronto para passar por seu teste de maturidade, que ocorreria em aproximadamente seis meses, quando completaria quatorze anos, e então teria direito a carregar a Katana e a Wakizashi, armas que representam a casta dos samurais, da qual sua família pertencia há anos. Nesse fatídico dia, Yoshimitsu havia sido enviado ao centro da cidade com sua irmã mais nova, Akemi Kanegawa, de sete anos, para comprar algumas especiarias que os marinheiros sempre traziam do continente, e que era facilmente distribuído em Akune, a cidade costeira donde vivia a família Kanegawa.
Os irmãos já haviam feito suas compras quando ouviram o primeiro rugir de trovões a oeste, e foi quando viram as nuvens negras se aproximando com extrema velocidade da ilha. Ao vislumbrar as nuvens negras, notaram que havia algo a mais, uma tonalidade que nunca fora características das nuvens das tempestades, entre as nuvens negras uma coloração vermelha se fazia notar, e cada um que a via sentia seu coração envolto por garras gélidas, sendo espremido, apertado por elas. Os sentimentos bons iam se esvaindo, e em seu lugar outro sentimento tomava conta dos tamurianos, o medo.
Ao próximo trovão Tamu-ra já era um caos, muitos corriam desesperados, sem rumo, com as faces transtornadas por um pavor incalculável, alguns poucos guerreiros tentavam organizar seus pensamentos e entender a situação. O que lhes parecia ser mais uma tempestade tropical tornara-se o maior inimigo de Arton, os pingos de chuva transparentes se tornaram rubros e ferrosos, e a tudo que tocavam faziam arder, derretia a quase tudo o que tocava. Akemi começou a chorar, não conseguia se mover, e um forte cheiro de urina chegou ao nariz de seu irmão mais velho, que por um instante quase começara a correr em disparada como os outros, mas percebendo que deveria manter sua irmã em segurança, retomou o controle sobre seus atos e pegou sua irmã pela mão forçando-a a se mover.
Os dois corriam como o vento, Yoshimitsu buscando os abrigos mais próximos, sua irmã já não raciocinava a muito, apenas chorava, como quase todos os demais. Cada novo abrigo durava menos, cada corrida custava alguns fios de cabelo, e alguns furos em suas roupas, bem como pequenos queimaduras em suas peles. Tudo começava a ficar vermelho, as nuvens negras agora eram rubras, as paredes brancas agora eram vermelhas, o liquido transparente que trazia a vida se tornara cor de sangue e retirava a vida daqueles que permaneciam ao relento.
E assim foi o princípio. Nuvens e choro, trovões e gritos, vermelho e dor. A Tormenta havia chegado, e junto ela trouxe seus habitantes. Yoshimitsu já estava quase me casa, corria em disparada puxando sua irmã pelo braço, até que não sentiu mais o peso de sua irmã o puxando, diminuindo seu ritmo, e então ouviu sua voz já fraca a chamar-lo enquanto ele se virava. “Oniisan”, como ela sempre o chamara. Irmão. A pequena Akemi estava nas garras de um ser insetoide. Cabeça de formiga com grandes olhos verdes (ou seriam vermelhos? Tudo era vermelho em Tamu-ra) com pinça e garra no lugar das mãos. “Imooto!” (irmã mais nova) gritou ele, mas já era tarde, a criatura partiu sua irmã em pedaços.
Yoshimitsu sentiu um forte pesar sobre seus ombros, pois sabia que a culpa pela morte de sua irmã fora dele, ele há via chamar-lhe e ele apenas continuava a segurar o que restara do braço de sua irmã enquanto a criatura avançava impiedosa em sua direção. Nesse momento Yoshimitsu percebe que não há somente aquele monstro, há muitos outros que se movem em sua direção, e é então que ele aparece um samurai, trajando armadura completa aparece em frente ao jovem, em suas costas uma placa de metal com um dragão oriental gravado em alto relevo. O Samurai retira seu capacete e o coloca rapidamente na cabeça de seu protegido.
Uma rápida e sangrenta batalha é travada entre o samurai e as criaturas insetoides. Yoshimitsu é banhado tanto pelo sangue do guerreiro samurai quanto pelo sangue dos monstros. Ao fim, o samurai estava de pé, como havia chegado. Outro grupo de criaturas avança em direção aos dois, monstros maiores que os que atacaram na primeira vez. E novamente são repelidos pelo habilidoso samurai. O garoto nunca havia visto tamanha destreza com uma katana, esse era sem duvida o mais habilidoso samurai que Yoshimitsu havia visto.
O samurai virou-se para o jovem após exterminar o ultimo grupo e falou:
- Pegue garoto, ponha essa luva em sua mão, empunhe minha espada e siga para o porto, eu ainda tenho que proteger o povo de Tamu-ra, e esse será o seu dever no futuro, você terá q dominar-la, isso levará tempo, mas você é quem eu escolho.
Termina suas palavras o samurai retirou sua luva da mão direita e a entregou ao garoto. Ao vesti-la, a luva que antes parecia possuir algo como um olho, tornou-se uma luva normal, assim como a katana, que era grossa e possuía uma empunhadura toda trabalhada tornou-se uma katana comum. O Garoto fitou mais uma vez a face do samurai, que lhe sorriu.
- Corra como o vento Yoshimitsu!
O garoto saiu em disparada, o capacete já estava quase todo derretido. Em seus pensamentos ele agradecia ao samurai, e ouvia as ultimas palavras de sua irmã. Deu uma ultima olhada para trás. O samurai já não estava mais ali. No céu um grande dragão oriental voava, indo de encontro a um ponto visivelmente negro no espaço vermelho. Uma forma humanóide que esperava paciente a chegada do dragão. O garoto correu e encontrou um único barco, com uma família de pescadores que estavam de partida, fugindo do terror, fugindo da Tormenta.
Enquanto avançavam mar adentro puderam ver ao longe uma forma caindo ao solo, a eles pareciam uma serpente. Yoshimitsu começou a chorar. Lin-Wu havia caído. Tamu-ra agora era só Tormenta.

Bruno "Hanzo" Vieira
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MensagemAssunto: Re: O primeiro dia de Tormenta   Dom 01 Fev 2009, 18:20

Desculpe o transtorno, tive que apagar os posts. (maldito erro)
mas iremos recomeçar a discussão agora num lugar mais aprpriado.


como havia falado, esse texto não é uma coisa totalmente sua, é inspirada em um jogo. (eu nem lembro)
achei bem interessante, um mini-conto, (parece um meu, mas o meu não tem tempestade e nem insectoides).
quando tivermos mais de 15 membros vc pode até inscrever ele no concurso:
http://roteiristas4everm.webs.com/
boa sorte.
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